Que a gente não entende de primeira. Como: mãe, pra que ir pra escola?
Vai ficar na memória o ano de 2010. O ano em que milhares de brasileiros irão se formar, deixar o tão querido segundo grau e se preparar para o futuro. Para uns é o fim da estrada acadêmica, para outros é só o começo. E neste ano, em todos os 280 dias letivos os alunos lembrarão de suas turmas, de seus amigos, professores e serventes da escola. Lembrarão de cada inspetor que sem discrição nenhuma berrou para cada um entrar ir já para a sala. Com certeza, se lembrarão de todos os risos e brigas cultivados neste ano. Em alguns casos uma turma já antiga, de uma caminhada longa desde os primórdios de ensino fundamental. Em outros casos, pessoas diferentes, transferidas de um colégio que parecem alienígenas no primeiro dia de aula. Foi o meu caso. Algumas turmas são boas, simpáticas e gostam de estudar e trabalhar para valer. A minha, por exemplo, só tinha dançarinos e artistas, pessoas que não estavam nem aí para hora do Brasil. Desenibidos, brincalhões, engraçados, alguns tímidos, contraste de vozes, foi assim o ano todo. Piadas fora de hora, msn no papel, projeto feito em um só dia e ganhou a maior pontuação. Minha turma, 3002. (Como a turma de todo mundo) foi única e especial. Mas nenhuma pôde ser tão eclética e diferente, de tal forma que resumiu o Brasil tão perfeitamente, 'mistura de várias raças'. Nenhuma conseguiu melhor performance, nenhuma deixou tanto brilho. Não precisamos ser mais bonitos, nem inteligentes. Não precisamos fazer discursos maneiros ou bajular professores. A turma do grêmio, de todas, a mais antentada, a mais diferente. A turma do riso, das piadinhas e brincadeiras. Não importa quem se formou, importa é que 'estudamos' juntos. No final, mesmo com tanto estresse, valeu a pena cada segundo nesta etapa que foi traçada. O terceiro, de todo mundo, vai deixar muitas saudades.




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