dezembro 29, 2010

Refletor da Alma

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A mágica de quem escreve é pôr sentimentos em aquilo que é irrelevante para o mesmo. E fazer com que o leitor se identifique de algum modo com as palavras vazias que estão no papel. Pois, mesmo que o escritor não sinta nada o que vem escrito revela uma alma. A alma daquele a quem lê. Quem escreve fala do que talvez não sente e se baseia naquilo que vê, naquilo que acha e naquilo que se espera. Seja em casais, política, religião ou até mesmo futebol. Imaginem um grande e renomado escritor flamenguista tendo que escrever uma coluna inteira sobre o centenário do Vasco da Gama. Oh, que  grandes mazelas. De fato, ele não poderia expressar um terço de seu rancor e rivalidade pelo time e teria que demonstrar afeto a ponto dos torcedores vascaínos se realizarem e encontrarem no texto seus sentimentos. 
É importante ver que o texto é a forma mais concreta de se guardar aquilo que se sente, pois até o casamento que era algo tão concreto, hoje, termina em menos de um mês. Textos são a minha vida.
A mágica acontece quando sentimos algo que não foi planejado para ser daquele jeito. Não falo de indiretas e sim de emoção.
Um dia vou escrever algo assim.

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