De mil novecentos de noventa e três para cá muita coisa mudou. E antagonicamente ao retrocesso do mundo eu evoluí. E desprendida de qualquer soberba que fiz esse comentário. Bem, o receio de crescer sempre foi embasado na falta de alegria que os adultos expressam ter. Estão sempre mal encarados, murmurando, toda a criatividade vai embora e as pessoas passam a agir feito máquinas. Ao contrário de muitos, nunca quis isso pra mim. Nem o tão sonhado amor me fazia querer crescer.
A agitação dos pensamentos em minha mente sempre me deixaram muito elétrica e por isso, pensava que aos vinte anos teria tudo o que uma menina pode imaginar. Nesse tempo, fiz muitas coisas e aproveitei incessantemente minha estadia na Terra na medida do possível.
Realizei meus sonhos: Tive meu programa de rádio (pirata) na infância com minha irmã e amiga (nós gravávamos em fita e depois ouvíamos tudinho, risos), apresentei meus programas de televisão onde eu rodava o mundo mostrando todos os bons lugares para se conhecer (no espelho). Atuei com minhas palhaçadas. Fui colunista de uma grande revista (no caso, sou escritora do meu blog pessoal). Dancei ao som da vida (e como dancei, com muitas premiações em festivais aliás). Fotografei como os fotógrafos de filmes e revista que eu admirava (e o sonho do meu site fotográfico se tornou realidade). Sempre estudei muito para alcançar meus objetivos (e pela graça de Deus passei pra rural 4 vezes). Viajei sozinha \o/ (como eu sempre imaginei. Mais informações aqui). Queria encontrar alguém com quem eu me identificasse totalmente a ponto de fazer meu coração pulsar, uma pessoa eu tivesse prazer de patrocinar os sonhos e cuidar bem e vice-versa (♥ e até isso aconteceu).
Trilhei um caminho um pouco diferente, tomei muitas atitudes não planejadas. Segui. O medo do incerto me acompanhou até que percebi que sobre essas coisas não se tem real controle, então de nada adiantava minha aflição. Doeu um pouco crescer. Meus momentos de crise foram basicamente por não me adaptar a mudança de fases. Mas passou... quem diria?!
O pensamento de que depois de dezoito anos o mundo não quer mais saber de sua criatividade foi ganhando vida. Como poderia deixar de criar se o processo de criação (e recriação) faz parte de mim? Como eu viveria atrás de uma máquina pelo resto da vida? De fato, chegar a maioridade sem ter sido 'corrompido' pela falta de identidade (mesmo que grupal) do mundo é quase um mito. Geralmente, ele te mata de maneira sutil, desconstrói coisas de sua mente, impulsiona o consumismo e com isso, a vida é desperdiçada. E quando vai ver: puf, perdeu a essência.
Nunca quis ser adulta por não entender como havia felicidade plena numa vida de imposições, onde não existe mais a inocência. Hoje eu percebo a misericórdia de Deus por deixar que eu crescesse. Só assim eu pude compreender o infinito amor dEle pela humanidade e só adulta que eu tenho maturidade para passar isso pro mundo.
Aproveitei bem todas as fases da vida. Vivi intensamente na medida do possível. Não tenho vergonha de dizer, fui uma criança até meus 15 anos. Adolescente até os 18/5 e sem perceber me tornei uma jovem adulta. Olhava pro futuro sem pretensão nenhuma de que um dia ele iria chegar e chegou. Minha vida foi e é muito boa. Eu me senti amada, fui feliz e sempre amei muito a Deus nesse tempo(pasmem, desde criancinha que eu sinto um carinho especial por Ele).
Literalmente, Eu não consegui tudo o que imaginava ter com vinte anos (desejos de criança), pelo contrário, estou bem longe disso aos olhos naturais, mas como um quebra-cabeça as peças se encaixaram e o que fiz foi com todo meu amor. E só posso dizer que valeu muito a pena! Não sonho em ter outra vida, não desejo estar longe do que sou e de onde estou hoje.
Percebi que realmente tenho tudo o que me é necessário. As coisas simplesmente aconteceram e me completaram. Enxergo mais que antes,agora sei que não preciso de títulos, bajulações ou bens materiais para continuar feliz. E por mais que o mundo
Hoje, sou uma jovem- adulta, bem mais amadurecida. Feliz por tudo que me aconteceu, continuo criativa e buscando cada vez mais explorar minha arte. Sabendo que a vida é uma benção e que eu sou abençoada por não tê-la perdido! Não trocaria minha vida por nada. No mais, estou, realizada por tudo que Deus proporcionou que eu vivesse nesses vinte anos.
E dizem que depois dos vinte, voa. Veremos...



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