maio 11, 2010

Vida piegas

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Hoje, pude perceber o quanto somos carentes de cultura e informação. Depois de ser agraciada para assistir uma orquestra sinfônica composta por jovens de 11 à 18 anos, notei quão é o desinteresse da população brasileira por tais eventos. Nunca pude observar a música com tanta intensidade - e se me é permitido dar um palpite ultra pessoal, posso assegurar que a música não sai da minha vida. Enfim, a cada violoncelos, trompas, percussão, flautas e instrumentos tocados. Ao ver o suór correndo frio pelo corpo dos osquestristas, e seus movimentos ora brutos ora delicados, buscando sentir algo além do que podia entender minha mente 'vazia'. Tive por minutos meus olhos cheios de lágrimas, que por sua vez, tramavam em saltitar em meu rosto e borrar minha maquiagem. Não pude conter a emoção, aquilo tudo era forte demais. Que excelência. Prometi a minha pessoa que nunca mais sairia de dentro de um teatro.
Após todos aquele evento maravilhoso, o qual,sempre devo lembrar-me de nunca esquecer, entrei em conflitos profundos e internos. Afinal, o que HOJE tem dominado a mente dos jovens? Qual a cultura adquirida em funks? - sem menosprezar o funk que em suas raízes e não sendo utilizado para a apologia ao sexo, também é considerado cultura. Qual é a cultura adquirida em axé? Me senti privilegiada quando a orquestra tocou Garota de Ipanema (Tom Jobim) e eu, mera mortal, sabia cantá-la toda corretamente. Não ache que eu tenho sede de bossa nova, mas, como uma boa patriarca aprecio músicas mais calmas e com conteúdo. Se não fosse por ter colocado essa música no celular na intenção de substituir os chatos toques polifônicos, com toda certeza, eu teria ficado com cara de frigideira como aqueles quase 230 alunos no auditório. Tirei de letra a música, ficaram me olhando com uma cara de : " nossa, você tem cultura!" *O* hoho. Para ser sincera, nem eu sabia que por escutar tanto a música ja havia memorizado. Daí fiquei as outras quatro músicas -super populares no Brasil, por sua vez- me perguntando porque eu não tinha sequer a capacidade de entrar no âmago da música brasileira. Não me obrigando a saber sua história, mas pelo menos, ter a decência de poder cantá-las quando solicitadas. Que isso me sirva de lição. Porém, nada me tira o gosto de ter apreciado o momento cultura por pelo menos algumas horas ou até mesmo dias da semana.
Por hoje, paro de tentar filosofiar por aqui.
Amanhã eu volto com mais
se eu me conter para não escrever mais.
Tainara Bezerra

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