Dediquei um tempo da vida a conversar com Deus e saber o que ele queria da minha vida. Foram tempos maravilhosos. Mas com as semanas que se passaram acabei perdendo tudo. Idiota.Lembrei de quando eu era bem mais nova, ha uns 10 anos atras quando Deus falava tanto comigo que eu mesma nem acreditava. E o que falo é verdade, Deus realmente fala comigo.
Vai da concepção de cada um acreditar se é Deus, pensamentos positivos, ou amigos 'imaginários'. Mas até a segunda ordem proclamo Deus como o autor dessas conversas.
Ele não se personifica e nem tem voz de trovão, mas de alguma forma consigo saber que é Ele.
Teve uma época, que eu só me importava em fazer coisas que estavam na bíblia. Admito, fui perseguida para caramba por causa disso. Era uma criança brincando de ser santa, as outras não compreendiam meu posicionamento. Mas me lembro bem que essa foi a época em que eu
mais fui feliz da vida. Consequência? Coincidência? Diga-se de passagem, eu NUNCA cheguei perto de ser perfeita.
Lembro que eu chegava cedo em casa para ler a bíblia, orar, saber o que Deus queria de mim. Pregava na escola, era taxada de maluca, mas era tão feliz. Parecia que era plena.
Com o passar dos anos criei uma revolta interna contra Deus. Fazia de tudo para atingí-lo e magá-lo. Besta. Estava destruindo a mim mesma sem saber. Acho que nunca serei capaz de retomar aquele relacionamento gostoso que eu tinha com Deus. Relacionamento esse que todo ser humano precisa ter, que traz plenitude. Hoje, me esforço para ter um melhor do que aquele que um dia conheci.
Toda pessoa armazena dentro de si inconscientemente que Deus é amor e que é justo. E por isso, acabamos associando a justiça à atrocidades cometidas. Acabamos crendo que Deus é cruel, mandão e egoísta. Acreditamos que no fim tudo o que Ele quer é que o adoremos, não importem as condições. Mentira.
Não devemos culpar a Deus por nada. Proclamamos nossa independência de Deus diariamente quando acordamos e não lhe damos bom dia, quando comemos e não agradecemos, quando erramos e não sentimos culpa, quando não nos arrependemos, quando escolhemos não mudar nossos hábitos errônios por vontade própria, egoísmo...Nós sempre queremos nos ver livres de Deus. Sempre. Até quando estamos prestes a cometer um erro e ele vem nos avisar do erro ( a chamada voz da consiência) e nós o rejeitamos. É assim todo segundo de nossas vidas.
Nos programamos a acreditar que adoramos um Deus ruim, injusto, que não impede as tragédias. Nos acostumamos a pensar que Deus quer nos ver sofrer e faz com que aprendamos com as tragédias.
Aonde vivemos? Por que tudo isso? Em Gn3 o homem declarou com seus atos que a partir dali seria só ele e não ele e Deus. Nos sentimos tão culpados pelos nossos erros que tendenciamos a culpar aquele que não tem culpa nem mácula. Aquele que é santo, puro e limpo.
Em I Cor13 temos uma demosntração do amor de Deus. Um amor em tal escala que humanamente nunca seríamos capazes de chegar sem sua ajuda. Por que relutamos em acreditar que quem não quer saber de Deus somos nós?
Pense bem, Deus é amor, mas amor não é ser idiota, é cuidar, amar, suportar com paciência e também repreender quando necessário.



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