março 15, 2015

Quase tudo de um ano corrido, mas satisfatório!

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Com um ano tão intenso como o de 2014, acabei não tendo tempo nem inspiração para registrar como foram todos os bons momentos que passei. Já se passaram 3 meses desde a virada e geralmente eu faço essa retrospectiva no dia 31/12, então é provável que eu esqueça várias coisas bacanas.



O ano começou num tom agradável. O período cortado da faculdade nos fez estudar em janeiro/feveiro e etc, sem férias descentes. Logo em fevereiro, tivemos na Rural um Encontro de Capacitação da ABU. Foi um espaço interessante para conversarmos, trocarmos algumas ideias sobre o que é ser um missionário e etc. Eu e Rafa esperamos esse dia com ansiedade porque na terceira parte do evento rolaria um sarau. Sabendo disso, ensaiamos uma peça intitulada "E se Maria colocassem José na friendzone?". A peça retratava uma comédia onde Maria, mãe de Jesus, tinha todo drama de uma adolescente atual que tem um melhor amigo apaixonado, enquanto ela gosta de um estudante pra mestre da lei. O resto dá pra concluir, né? O bom foi que nos divertimos muito. O povo riu do início ao fim e conseguimos passar nossa mensagem de que a "friendzone não leva a nada". Participei de uma seleção para bolsista do PIBID (Programa de Institucional de de Bolsas de Iniciação à Docência). Eram 90 bolsas e mais de 120 inscritos. Minha entrevista ocorreu num dia muito chuvoso. Tive que sair da prova de Brasil I com uma chuva horrorosa, mas tudo estava atrasado. Fui entrevistada pelos professores Felipe, Glaucia e Regina, três que eu ainda não conhecia. Apesar do clima de entrevista, eu fiquei super confortável e tivemos uma conversa agradável. Estava confiante, tinha feito uma boa carta de apresentação e meus argumentos pareciam consistentes para mim. Sem arrogância, gosto de me analisar depois que faço algo. E no dia 26/02 fui contemplada com uma bolsa. Foi o início de um belo ciclo de aprendizagem, o qual sinto muito orgulho. 


Em março eu e Rafa fizemos um passeio super legal: fomos ao Circo dos Sonhos do Marcos Frota, que estava no Park Shopping em Campo Grande. Sem dúvidas foi um dos programas mais gracinhas que nós já fizemos. Eu adoro circo - apesar de ter medo de palhaços feios-, e estava com uma expectativa muito alta pro show. No início achamos que não ia dar em nada, mas fomos surpreendidos com o talento do povo. Show lindo, cheio de cores, rimos mais que as crianças. Com certeza, um programa pra recordar pro resto da vida. Aliás, tiramos algumas fotos, pena que a bateria acabou (falha nossa!). Mas março não foi só isso, fui pra uma saída fotográfica na Urca. Não só eu, Rafa e Celso Rodrigues (fotógrafo e amigo) foram também. Apesar da saída ter furado em sua intenção principal, nós não perdemos a viagem e fizemos várias amizades, tiramos fotos, claro e aproveitamos bem o momento. Aliás, tudo é caro na Urca. E voltei pra Cia. de Dança Simone Capote que teve sua primeira reunião em Abril, na verdade, mas errei a montagem, então vai ficar assim mesmo. Foi super legal porque nossas atividades voltaram com tudo. E esse mês foi o início de muitos festivais que ganhamos. :D



Em Abril realizamos nosso desejo de conhecer Penedo, mais um destino da série "100 lugares para ir com você". E foi muito gratificante conhecer um lugar tão bonito com o amor da minha vida. Nós fomos com a a família dele. Eles adoram fazer passeios juntando os tios e primos e tals, e quando dá eu vou junto. Penedo em si não é tão legal, porque só conhecemos o centro, mas o Parque Nacional do Itatiaia foi a coisa mais linda da vida. Conhecemos uma cachoeira super enorme chamada "Véu da noiva" e o "Mirante do Último Adeus". Posso dizer que fiquei igual uma boba vendo aquela cachoeira tão grande, meus olhos encheram d'água e tal, foi super legal. Sem contar que foi um enoooorme sacrifício pra mim chegar até a cachoeira porque tivemos que fazer um trajeto enorme, subir alguns km pra chegar até lá. E digamos que eu não sou a 'senhora aventureira' no sentido de ser chegada a sagacidade em relação à natureza. Pelo contrário, adoro fuçar tudo, tenho vontade de gritar quando chego num lugar bonito, chorar, gritar "Deeeus, te amo" (mas fico com vergonha de fazer isso tudo, mas é isso que permeia meu coração), por isso sempre preciso de ajuda pra subir na pedras e etc. Tenho medo de cair, nojo de musgo, nojo de tudo. Enfim, mas adoro ficar na natureza, apesar desses contratempos. Pra provar isso tudo, tenho um vídeo de como foi difícil pra mim chegar até a cachoeira, enquanto a galera já estava aproveitando nós estávamos na peleja (nós porque o Rafa estava me ajudando a não cair). E quando finalmente chegamos, a família do Rafa  já estava voltando e  nós nem aproveitamos a bela vista(uuuuuuuuuuuhhhhhhhhhhhhhh: vaias). Mas foi uma experiência ótima, adorei.



Não lembro muito as coisas que fiz em maio, além de ter ido dançar no Festival Nacional Vidança. Como muitos sabem eu amo dançar, então foi maravilhoso pra mim. Claro, que fiquei nervosa com uma das coreografias, mas gosto muito da experiência de ajudar minhas tchucas do grupo de dança. Amo ficar com elas, conversar e acalmá-las, para mim, já vale a experiência. Só não gosto do clima competitivo dos festivais, acho que o povo passa um pouco dos limites. Outra coisa doida de maio foi que fui no dentista e levei 7 injeções anestesias, fiz canal, arranquei dente (mó chato). Mas o fato de terem sito 7 anestesias (sem chorar)  me fez querer registrar aqui.

Mais um fato de maio é que nesse mês um primo muito querido, que eu amo como um irmão, foi morar com o Senhor. Ele, Ariel, vinha lutando contra o câncer mas aprove a Deus recolhê-lo. Foi muito difícil para mim aceitar a condição em que ele estava. Chorei quase todos os dias antes de dormir desde que ele foi diagnosticado. Sofri muito só de pensar que ele poderia partir. Foram 11 meses de muita luta, muito choro (meu), mas uma alegria interminável que ele carregou até o fim. Nunca vi ninguém tão determinado, com tanta fé e alegria. Visitá-lo nos colocava pro alto. Ele foi tudo que eu sei que não seria na mesma situação. A única coisa que me acalma é crer que hoje ele está com o Autor e Consumador de nossas vidas e que não existe nada melhor do que isso. Daqui a pouco faz um ano e eu ainda me pego pensando "caraca, tenho que contar isso pra ele". Quase todas as minhas recordações da infância são com ele, nunca pensei que teríamos que nos separar tão jovens, mas Deus sabe o melhor. A morte dele me tratou muito. Fui levada a repensar minha vida, minha fé, tudo o que eu julgava crer, tudo o que eu acreditava ser a bondade de Deus. Chorei por muitos meses depois dele partir,  lembrava dele toda hora (sem exagero) e sonhava com ele (ele sempre dizia como estava bem). As vezes eu ainda choro, mas eu nunca falo disso com ninguém. A morte é dura mas faz parte do ciclo da vida e tenho que ser grata a Deus por ter me permitido viver 19 anos inteirinhos juntos com meu primo, um jovem exemplar, excelente filho e amigo, ao invés de lamentar por não ter mais esse privilégio. Acho que algo  muito interessante nessa situação é que eu pensava que quando as pessoas morriam, as outras seguiam suas vidas e elas eram esquecidas (não tinha ninguém tão próximo a falecer nessa idade). Mas não é isso que acontece. As pessoas realmente seguem suas vidas, mas sempre lembram com muito carinho, mas muito carinho mesmo daquele se foi. *lágrimas pra sempre*. Dois dias depois disso- aniversário do meu pai, o qual fizemos um café da manhã lindinho e esperto pra ele-, fui pra um festival de dança e pra falar a verdade, eu estava muuuuito triste. Não conseguia interagir com a galera, não conseguia fazer nada. Foi a última vez que apresentei meu solo - este, foi feito pra mim em 2012 pela coeógrafa do GDSC (Grupo de Dança Simone Capote)-, o título dele é "O que é o amor?" e pude encerrar esse ciclo de solo com muita emoção, pois apesar de não estar no meu melhor dia -aliás, era de perto um dos piores- dediquei em meu coração essa dança ao Ariel. Era a última vez que eu dançava esse solo, a última vez que eu o tinha visto, bem... era um dia de "última vez". Apesar disso só ter valor para mim, foi muito especial e importante. Não foi um amuleto ou algo curador, mas uma coisa importante feita com o coração. E um dia após o outro a dor foi passando e só hoje só resta a saudade, os sorrisos e as boas lembranças (alguns dias as lembranças acabam em lágrimas, admito).




Junho começou com esse gostinho amargo. Mas como é o meu mês preferido do ano fiz uma força a mais pra me animar. Dia nove chegou e com ele, meu aniversário de 21 anos. Esse dia foi tão diferente pra mim. Não estava na melhor fase, então foi só ao shopping com minha mãe e com o Rafa e almoçamos juntos por lá, além de irmos ao cinema também. Sinceramente, não lembro o filme que vimos, mas deve ter sido legal. Na volta, eu fui para o ballet e lá teve uma festa para comemorar o meu aniversário. Foi muito emocionante! Sem contar os inúmeros recados fofos que recebi na internet.

Bem, uma coisa aprendi sobre meu aniversário: este é um dia onde coloco muitas expectativas e sempre desejo que seja no mínimo, perfeito. Mas mesmo que ele não saia da maneira incrivelmente maneira que eu planejei, nada disso diminui o fato de que é um dia de alegria pelo simples fato de ser mais uma primavera. Dias depois fui ao estúdio com a banda 3deze6 pra gravar o vídeo clip da música "Já estava escrito", a galera da DG Produções também estava por lá e sinceramente foi um excelente dia. Melhor ainda foi o resultado, realmente surpreendente. Foi a primeira vez que gravei cenas para um clipe, então fiquei muito feliz. Além disso trabalhar com a 3deze6 é sempre maravilhoso e gratificante.

E junho não morreu por aí não. Pelo contrário, nós da Aliança Bíblica Universitária tivemos o CR (Conselho Regional) com duração de uma semana aqui em Seropédica. Para isso, alugamos um sítio bacaníssimo e ficamos esse tempo todo lá comungando e discutindo a palavra de Deus. Tive a oportunidade de conhecer muita gente nova e estreitei laços. Mesmo eu gastando maior tempo vindo pra casa e indo pra Seropédica, foi um momento muito enriquecedor. 

E pra terminar com chave de ouro no aniversário do Rafa nós fomos conhecer Petrópolis (êêêêêê!). Mais um lugar para nossa série "100 lugares para ir com você". Nenhum de nós dois conhecia o lugar, então foi um passeio muito agradável. Dessa vez minha irmã foi conosco, além dos pais dele, e foi realmente muito bom. Não sei se todos sabem mas todos nos damos muito bem, então é sempre um prazer passear com eles. Conhecemos museus e vários pontos turísticos pra minha alegria e excitação da Tauany (olha, eu não sabia que ela gostava tanto de museus).



Julho passou correndo. Mayara passou um fim de semana aqui, fomos na pizzaria e tudo mais. Agosto veio pra ficar. Fotografei o chá de panela da Dálete e Geyson, fiz 2 cursos de administração para melhorar o andamento da minha empresa de fotografia, que aliás recomendo para todo mundo. São cursos extracurriculares dados pela Faculdades Integradas Simonsen em Realengo. Ganhei da mãe do Rafa aquelas pelúcias lindas para lentes de câmera. 




Em setembro realizei um desejo muito grande que tomava meu coração: comprei uma nova câmera. Uma d7000 da Nikon, claro. Inicialmente eu queria comprar um flash para minha 1ª câmera. Senti que minhas fotos precisavam desse auxílio e não medi esforços para comprá-la. Mas ao pensar bem, vi que tinha mais dinheiro do que esperava e podia investir numa câmera bem melhor do que a que eu tinha. Então, foi só fazer os tramites do mercado livre e em pouco tempo minha baby chegou. Tive um inconveniente com o correio, pois assim que saíram para entregar minha câmera (que vinha de SP), o carro dos correios foi supostamente roubado e eu tive que esperar mais 1 semana até ter minha baby em minhas mãos. Lembro que chorei muito na agência quando recebi a notícia, mas graças a Deus a empresa enviou outro pacote para mim e o correios teve que ressarci-la pelo inconveniente. Vale lembrar que isso só aconteceu porque a compra foi feita no cartão de crédito, então o marcado pago garante uma segurança, se fosse no boleto (como era minha intenção) todo investimento teria sido perdido. Foi necessário colocar o endereço de entrega pra casa do Rafa e só assim minha baby chegou sã e salva em minhas mãos. Aliás, neste dia, resolvi não ir pro estágio e vir pra casa mais cedo com a câmera com medo de assalto. Coincidentemente mas infelizmente, uma amiga que sempre volta da universidade comigo foi assaltada assim que desceu do ônibus. Ou seja, se eu tivesse voltado no horário de sempre com ela, teria perdido câmera e tudo mais.

Para treinar com a nova câmera fiz um ensaio de amigas lá na Rural e minhas amigas Priscila e Susana foram minhas modelos. No dia seguinte, fotografei a formatura da Isabela e foi muito legal poder registrar um momento tão especial para ela e toda sua família. A galera tava animada, super feliz e foi bão demais.
No fim desse mês, tive a oportunidade de fotografar também minha prima em seu casamento boteco com (agora meu primo) Ronnie. Nunca tinha presenciado um casamento tão alegre, pro alto, com tanta liberdade e gente do bem! Não teve cerimônia, só festa, mas no final uma amiga e a cunhada disseram umas palavras para os noivos. Bom demais. 

Outubro chegou com todo seu amor, fui aprovada para apresentar dois trabalhos acadêmicos : 1 no Simpósio do PIBID da UFRRJ, outro no Encontro Nacional de Licenciatura que aconteceu na UFRN. Obviamente que o período ficou mais apertado do que já era. Comecei a estudar muito mais e dar mais do que podia, tornando tudo muito cansativo. Mas ainda sim, foi gratificante poder apresentá-los. No dia 22/10, tive a oportunidade de apresentar o Banner com o tema "CAIC: O aluno e a História". Apesar da organização do evento estar meio zoada, foi uma experiência enriquecedora. A pressão foi crescendo tanto que foi necessário abrir mão da dança para me concentrar nos estudos. Parece exagero falar, mas realmente a carga de leitura ficou pesada. O curso ficou mais focado e as escolhas foram necessárias. Dancei no meu último festival do ano nesse mês, o IAGAD em N. Iguaçu, além da Expodance. Dancei a remontagem das danças "Ainda Bem" e  também "É de coração", saímos premiadas e foi tudo uma boa. Também em outubro foi aniversário da minha linda mãezinha. Fomos almoçar no Shopping para comemorar e de noite ela foi pra pizzaria com as amigas da célula e Tauany - eu não pude ir porque estava estudando para uma prova no outro dia. Sem comentários para esse dia, é sempre um privilégio muito grande comemorar cada dia com minha mãe.


Novembro foi intenso. Não pela quantidade de coisas legais que fiz, mas pela quantidade de coisas que precisei estudar. Nossa, estudei muito, fiz muitas pesquisas. Além das minhas matérias e seus respectivos livros para ler, ainda tinha  a pesquisa para o Congresso. Quase pirei, entrei numa crise interna pela quantidade de coisa que estava fazendo. Fiquei tão sobrecarregada que quase não aguentei. Mas passou, rsrs e agora estou aqui escrevendo essas coisas. Novembro também foi o mês de comemorar os 30 anos de casados dos pais do Rafa. Para isso, teve um culto na casa dele com o grupo de casais da igreja. Eu e Tau fomos prestigiar, foi um momento muito agradável.


E finalmente, Dezembro fechou o ano com chave de ouro. Para começar, eu e Rafa fomos comemorar nosso mês de aniversário num restaurante bonito em Nova Iguaçu. Isso é uma coisa muito diferente do que geralmente fazemos. Somos todos simplórios e gostamos de coisas artesanais. Como não sou muito fã de comida (só como besteiras), quase nunca vamos à restaurantes, mas vivemos socados no Subway de Seropédica. Então foi especial para nós dois curtir um dia tão cheio de significado com alguém que se ama, num lugar bacana. Logo fui pra Natal apresentar meu trabalho. Essa foi de longe uma das experiências mais saudosas da minha vida. Fiquei com saudade de casa do segundo que entrei no ônibus, até a hora em que vi meus pais para me buscar na Rodoviária.

Viajei pela linha São Geraldo (a qual não recomendo) e fiquei 42h dentro desse bus (na ida) e 48h(na volta). A ida foi super tranquila. Só tinha gente maneira no ônibus, eram vários senhores e senhoras de idade que estavam voltando para sua terra Natal. Todos eles passaram a viagem contando suas histórias de vida. Foi muito bom ouvi-los e refletir sobre o que falavam. Passei quase 2 dias inteiros sem falar nenhuma palavra com ninguém, só lendo meu trabalho, olhando pra fora da janela e pensando. Ao chegar em Natal fui muito bem recebida pelos amigos ABUenses e a família deles. Sem palavras para descrever toda recepção e carinho que tenho por todos que me receberam tão bem! Deus é muito bom por me proporcionar viver com pessoas tão boas. 

Na  quinta-feira fiz um passeio com a galera de História-UFRRJ. E foi lindo conhecer Natal mais de perto, já que eu cheguei e no outro dia de manhã fui apresentar meu trabalho. Natal é uma cidade linda, super respeitosa, com muita gente receptiva. Me senti em casa e só pensava em como aquela viagem estava sendo especial para mim e como queria que minha família estivesse presente. Eu amo conhecer lugares novos e viajar e Deus me proporciona momentos tão lindos como esse. É pra chorar ou não?  A apresentação do meu trabalho foi surpreendente. Nunca imaginei que ele seria tão bem recepcionado. Comentários como "Nossa, você está fazendo um trabalho que o governo deveria fazer" e "é de trabalhos como o seu que a gente precisa"(professor mediador). Me deu uma satisfação muito grande por ter feito uma pesquisa do agrado do pessoal e tê-la apresentado em apenas 45 minutos. Apesar de ainda não tê-la terminado, senti que estou no caminho certo.
Além disso, Natal me proporcionou diversos cliques lindos pelas lentes do meu celular novo - que ganhei da minha mãe e irmã, um Nokia 630 que eu tanto queria.  As 48h de viagem foram sim intensas e cheias de história. Voltei com mais 18 alunos da Rural e demoramos muito pra chegar. Nesse dia eu já estava super cansada, tinha passado mal com a pizza que comi com a galera de história e só queria ir pra casa. A ansiedade não ajudou muito. A viagem seguia linda e tranquila quando jogaram uma pedra no nosso bus e a janela se quebrou. Precisamos voltar e trocar de ônibus, depois de ficar um tempão parados em frente à polícia rodoviária federal. Trocamos para uma viação que não era melhor na que estávamos e isso atrasou a viagem um bocado. Toda parada alguém se atrasada, teve briga por causa de um berimbau e mais horas de atraso. Trocamos de ônibus de novo e quando estávamos em MG alguém fez cocô no banheiro do bus. Incrivelmente estávamos numa parada super limpa, mas a pessoa se recusou a descer e adivinha? Fomos forçados a ficar com um cheio de foça pelas próximas 6 ou 8 horas. Eu não estava aguentando, tinha vontade de morrer. Cada vez que abriam a porta era um sofrimento novo e acreditem, aquele pessoal não tinha noção, abriam a porta toda hora. Mas finalmente acabou e depois de muita luta eu cheguei em casa. Fui recepcionada pelos meus pais, irmã e Duffinho na rodoviária. Quando chegamos em casa mostrei a mala cheia de presentinhos que trouxe para eles (acreditem, não trouxe quase nada para mim). Foi muito bom ir pra Natal, mas foi muito bom também saber que eu tinha uma casa quentinha e linda para voltar e me aconchegar.

Além disso tudo, o cd da banda 3deze6 ficou pronto e dezembro e finalmente marcaram o lançamento que ficou pra janeiro de 2015 (isso vocês conferem em outro post) e foi uma alegria imensa ver esse sonho deles se realizar. 

O Natal foi com a família, em casa. Gostoso como sempre. Aquela ceia esperta da mamãe, um momento tão bom que dá gosto recordar. Entre esses dias, acho que dia 27, eu e Rafa fomos para o Watter Planet com a Igreja Batista do São Bento e foi um ótimo passeio. Não temos muitas fotos porque só queríamos aproveitar a piscina o tempo todo. Mas com certeza, quero fazer esse passeio mais vezes. Foi assim, 23h eu vi uma imagem da Talita vendendo os ingressos e eu disse que queria para janeiro. Ela me respondeu que tinha vaga para o passeio do outro dia, com van inclusa e é lógico que eu pirei. Mas o Rafa já estava dormindo e nem morta que eu ia ligar pra casa dele meia noite. Prontamente às 6h da manhã eu liguei pra casa dele, convidando. Feito louco o menino se arrumou e as 8h já estava aqui em Padre Miguel pronto da diversão. Dia memorável. Detalhe: o parque é ótimo de brinquedos, mas as piscinas não tem profundidade, com exceção da piscina de ondas. Mas eu não quis nem saber, mergulhei do início ao fim.
Eeeeeeeeeeee pra fechar com chave de ouro, o ano novo foi ótimo. Viramos com a família da minha mãe, ou seja, minha tia e nossas queridas primas. Adoro ficar com elas, então foi muito legal. Nunca tinha visto uma queima de fogos de um lugar alto, fiquei super emocionada, chorei e tudo. Liguei pro Rafa, liguei pra minhas amigas. Enfim, foi muito bom.



2014 foi um ano de superação, de muito investimento e aprendizado. Não só conquistas profissionais, quanto acadêmicas. Mas a vida não é feita só disso, né? Não são nossos belos atributos que nos fazem sorrir por aí. Pelo contrário, são os relacionamentos que cultivamos que nos ajudam a viver com qualidade. Sou  muito agarrada com minha mãe e irmã. E para nós, esse foi um ano de mais união, conversas e reflexão. Agradeço a Deus pela oportunidade de viver isso.
Me sinto muito abençoada por Deus pelas pessoas que me cercam, pois com elas posso ter muitas conversas boas. Aconselho, sou aconselhada e  assim podemos crescer todos juntos. Eu e Rafa somos muito companheiros e crescemos muito como casal, como servos de Deus.
O engraçado mudar de idade para mim é sempre um motivo novo para refletir e tentar aprender alguma coisa. Mas tenho percebido que a maturidade tem vindo pelas próprias situações ais quais tenho experimentado. Os planos estão mudando e consequentemente a maneira de lidar com a vida também tem mudado. Me sinto extremamente satisfeita por ver como as coisas estão se encaminhando.
Agora estou me acostumando com as mudanças que 2015 têm imposto e as novidades da minha vidinha. 
Esqueci de mencionar várias coisas, mas fazer o que, né?

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