Depois de anos sem postar nada, resolvi aparecer novamente.
A vida de vestibulando, bailarina, diagramadora de fotos é um tanto quanto complicada. Não se tem mais tempo para fazer nada. Enfim, arranjei um tempinho hoje nesta minha agenda lotada. Estou dando graças a Deus pelas férias tão esperadas e por ter um pouco do que posso chamar de falso descanso.
--
Hoje, sei o que é, de fato, nervosismo.
Consigo sentir minhas pernas tremendo e minha mente arranjando um jeito de memorizar os passos e não errar na grande e gloriosa I APRESENTAÇÃO DA TURMA DE BALLET.
Infelizmente, por causa de sua gravidez, a professora teve que ficar afastada por alguns ensaios - 2 ou 3 no máximo. E foi tempo suficiente para que todas nós criássemos uma certa insegurança. O que prejudicou mentalmente até as crianças que antes estavam sincronizadas.
Tento fingir que estou confiante vestindo meu figurindo lindo, azul celeste com um lindo arco-íris no meio; calçando minha sapatilha de ponta e elevando meu cabelo ao nível de autoridade e responsabilidade - o coque. E aos poucos começo a me sentir bailarina.
Busco mais precisão e flexibilidade. Quebrar mais a minha ponta. Suavizar meus braços que são totalmente articulados para a dança de rua. Deve ser o costume.
Só me falta tempo para fazer isso tudo.
E quando, amanhã, dezenas de pais e professores estiverem me olhando esperando algo de bom e significativo de mim, espero dar o meu melhor. Como fiz na abertura dos jogos estudandis dia 27/06/2010. Minha família e amigos estarão lá a me prestigiar e não quero fazer feio.
Mais uma vez, hoje, quando eu pegar minha meia-calça rosa para lavar vou me sentir o que as vezes, literalmente, esqueço que sou: BAILARINA. Prestes a colocar sua ponta para o primeiro espetáculo.
Juro que vou lembrar do blog quando estiver lá abusando de minhas expressões de boa moça e arqueando minhas mãos, meus dedos. Quando estiver com a ponteira do pé totalmente doída e meu coração estiver com todas as forças tentando jogar-se para fora da minha boca, eu juro que vou lembrar.
Vou lembrar de cada momento em que achei que ja era velha demais para fazer ballet, ou quando criança eu sonhava com este momento.
Vou lembrar de que sou bailarina quando, doídos, os meus pés me derem uma sensação de dever cumprido. Quando surgir aquele abraço grupal com cerca de 20 meninas. Quando meus pais sorrirem e falarem que estava linda, mesmo que tenha errado quase tudo.
Vou lembrar, quando minhas lágrimas finalmente caírem e caracterizada eu me enxergar, uma bailarina.




Nenhum comentário:
Postar um comentário
Seu comentário é muito bem vindo! Tenha moderação, educação e respeito :) Beijo