julho 01, 2013

Do passado ao futuro

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Parece sonho de criança, daquelas coisas que são tão bobas que chega a dar frio na barriga. Mas sempre sonhei com uma vida super divertida quando adulta. Bem, apesar de não consumir meus dias pensando nisso, quando vinha à mente me via com experiências que só pessoas de filme têm.

Sair pelo mundo escrevendo histórias fantásticas de populares e com isso conhecer vários lugares legais. Até fazer um programa só de viagens como uma exploradora foi um grande desejo. Mas depois de um tempo percebi que eu nunca entraria no ramo televisivo, graças a Deus. Imagina como deve ser vida de uma pessoa que sai com um bloquinho de capa de couro preta debaixo do braço, com uma daquelas canetas com revestimento de metal e uma cor feia (como verde musgo e marrom) buscando a singularidade de histórias, retratando o sentimento dos outros.  Como deve ser viajar pelo mundo e perceber que não é só você que romantiza a vida ou que pensa bobeiras de vez quando? Nossa, é tudo o que eu queria.  Aventura!

Outra parte de mim – e com isso quero dizer metade- desejava ardentemente trabalhar com publicidade, numa revista de moda ou um grande jornal. No jornal como colunista ou cronista, escrevendo sem pensar no amanhã, revelando minhas análises, meus profundos pensamentos. Acho que por isso acabei criando o blog. Numa grande revista trabalhando com o desing das mesmas – essas influências vieram de alguns filmes como De repente 30 e O diário veste prada. Criando meus textos e/ou editoriais sentada na cama do meu apartamento ou até mesmo em uma cafeteria tomando uma daquelas canecas enormes de leite quente (já que não gosto de café). Apesar de que antes de assistir esses filmes, ainda criança, eu já havia escrito uma espécie de livreto sobre duas gêmeas separadas que se encontravam em determinado momento ( isso me lembra alguma novelas mexicanas, não?); e feito alguns editoriais de moda com recortes de papel tirados de outras revistas e folhas de ofício.  De toda forma, a primeira pessoa do singular acabaria pelo mundo ou alguns estados no mínimo.

Essa história é tão particular que acaba sendo solitária. E eu nunca quis ser só ou estar só. A transição dos lugares acaba nunca criando raízes em algum lugar sequer. Por isso, em meus devaneios sempre surgiu um amor. Um amor daquele capaz de arrebatar corações, mas não dos que deixa as pessoas desequilibradas e sim do jeitinho que a faz se sentir completa.

Daí eram vários pensamentos porque sou oito ou oitenta. Pensava em casar ou ficar solteira para sempre (porque não curto essa idéia de namorar sem casar).  Se casasse, acreditava que encontraria alguém na vida normal, através de amizades ou na faculdade. Apesar disso, não entrei na graduação com desejo de sair casada, nem de longe. Amizade sempre foi pré-requisito pra mim, se não serve pra ser amigo não serve pra ser marido – parafraseando a Sarah S.  A faculdade, não sei, alguns filmes falam disso, no mínimo são quatro anos para se conhecer bem alguém.

Na verdade, independente de onde o encontrasse gostaria que fosse meu companheiro de todas as horas. Alguém com quem eu sentisse prazer de estar ao lado e que isso fosse recíproco. Um rapaz cujo eu incentivasse os sonhos e que ele também incentivasse o meu. Gostaria que nos déssemos tão bem que nos divertíssemos um com o outro, nos respeitássemos, que não brigássemos e que fôssemos mais amigos que tudo. E que por trás de um grande amor houvesse muita admiração e temor a Deus. Parece hilário, eu sei, parece perfeito descrevendo-o assim, mas pra mim essas sempre foram as bases de um bom relacionamento. E obviamente, que conhecêssemos muitos lugares juntos.

Sou amante da arte. E o mundo é a obra mais perfeita das mãos de Deus, talvez essa seja minha obsessão por desvendá-lo. Gosto de escrever, de fotografar, de pintar, gosto do som das folhagens, do som da música e da brisa no rosto.  A vida não faz muito sentido se não for aproveitada. Uma viajante interna é o que sou e sem um companheiro à altura tudo seria perdido. O único que ao invés de rir disso, apoiou sinceramente, vestiu a camisa e revelou que também era um desejo. Sem isso, de nada adiantariam tantos pensamentos.


Daqui pra frente não sei o que vai acontecer. Mas gostaria de dar vida à esse sonho de longa data e realizá-lo ao longo da vida. Conhecer o mundo é um pouco demais, me contento conhecendo boas cidades ao lado de um companheiro especial que tenho certeza que vai estar lá. No mais... eu espero e continuo pensando nas aventuras de Tainara e seu companheiro viajante.

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