setembro 19, 2017

1 ano de Dança Criativa - relato do facebook

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Minhas tardes deliciosas com essas pimpolhas que me deixam, literalmente, descabelada. Há 1 ano sou professora de Dança Criativa. Completamos nosso 1º ano de atuação na semana passada com direito a festinha surpresa para as alunas (nas 2 turmas). Fico muito orgulhosa por cada fase do desenvolvimento delas. Terças e quintas sou a titia do balé, a tia Tainala, a tia Lala, a tia Tainara, ou só tia.
Eu sempre fui professora. "Nasci" com apego por coisas de papelaria e vontade de ensinar. Sempre estive nas salinhas com as crianças, nas escolinhas, como explicadora, na formação de professoras, em creche, escola, até mesmo nos grupos de extensão e projetos de pesquisa da faculdade. Ensinar faz parte de mim (não é a toa que fiz licenciatura).
Mas ensinar dança foi e é um delicioso desafio. Ainda mais para uma turma com uma faixa-etária tão pequena.
É MUITO estudo, procura, horas de leitura, planejamento, artesanato em casa para levar acessórios para aula e dedicação para introduzir a dança na vida das pequenas de maneira responsável. Respeitando-as e trabalhando a ludicidade a todo momento. É rir sempre que meu marido pergunta "de onde você inventa essas aulas?", ou "Tainara, você só pensa nas suas alunas", quase ter um infarto na primeira apresentação delas, ver elas fecharem a cara quando Rafael aparece ou quando elas saem por aí imitando a minha voz. Perto delas são só sorrisos.
Quem me vê por aí dando aula de dança, nunca vai imaginar que eu também sei dar aula séria (vide as aulas de História).
Ser professora (de dança criativa) é aprender sempre a se reinventar, a ser firme e amorosa, a enxugar as lágrimas, a aplaudir as vitórias, incentivar as tentativas e saber que, dentro daquela sala, eu sou o maior exemplo de bailarina delas. E isso é muita responsabilidade.
A Dança Criativa introduz a dança de forma lúdica na vida da criança. Respeitando suas limitações e incentivando seu desenvolvimento a partir de sua faixa etária, através de símbolos do seu universo. De modo que ela possa reconhecer e transformar em dança. Isso tudo, sabendo que uma criança de 2 anos não consegue entender pq o braço da 5ª posição de balé é para cima, mas consegue perfeitamente visualizar como as pétalas de uma florzinha ficam na parte de cima do caule. E assim, depois de uma boa história, nasce o braço " da florzinha" (5ª posição de braço) - essa os pais vão entender.


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