setembro 14, 2013

Ciência dos homens... no seu tempo.

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Novo curso, novo ciclo, nova turma... tudo novo de novo. Depois de muitas perguntas sobre os  motivos que me levaram a troca de curso depois de quatro períodos de dedicação integral digo que finalmente estive pronta para mudar. Aos que torcem por um possível arrependimento, lamento informar que não poderia estar melhor e mais satisfeita. Aliás, não me arrependo em nada de aos dezessete anos ter escolhido cursar zootecnia, pois minha maturação dependeu inteiramente das experiências vividas através deste curso, das experiências que aquele momento/curso/lugar me proporcionaram.

Já em história, os desafios iminentes surgiram rapidamente. A excessiva leitura, extrema concentração, um misto de coisas que diferenciavam em tudo da zootecnia. Ciências humanas e sociais requerem uma quantidade absurda de ativistas comentando sobre todo e qualquer assunto. A todo minuto precisei me virar nos trinta para tentar acompanhar e contrapor à essas coisas as quais já não mais estava acostumada.

A turma trinta e um, composta em sua maioria por pessoas bem jovens, no auge dos dezoito anos, acabaram de sair do ensino-médio e muitos trouxeram de lá os pilares que julgam certo numa universidade - o que foi diversas vezes engraçado. Passei por uma experiência como essa em 2011, porém, minha turma de zootecnia era composta majoritariamente de pessoas do interior que saíram bem cedo para estudar, então nós da cidade grande tivemos que nos acostumar com o ritmo 'maduro'e independente da maioria deles, o que não é o caso dessa nova turma. No primeiro mês a turma já tinha grupos fechados e havia uma certa ruptura entre os lados da sala, confesso que mesmo sendo comunicativa e com facilidade de arrumar novas amizades, tive muitas dificuldades de me entrosar e ainda tenho dúvidas se consegui falar com todos. Porém, com o decorrer do período todos se integraram e o convívio ficou muito mais interessante. 

Foi muito bom rir de todos os sintomas de 'bixos' e claro, conhecer novas pessoas. Muitos cults é claro (hahaha), e muita gente com bons conhecimentos para passar. Sem dúvidas, uma boa turma, a qual eu admiro muitos, companheiros dedicadíssimos ao curso - o que eu não via a muito tempo, e admiro em especial o Marco Antônio - que voltou a universidade após se aposentar como jornalista e nos ajudou imensamente com seus bons conselhos e exemplo, sempre como uma pessoa ímpar.

Mesclando entre professores ótimos e bons, provas fáceis e difíceis, leituras e rodas de discussão dos textos, muitos debates e ótimas apresentações de trabalhos (o que eu não fazia desde o ensino médio já que em zoo seminário é raro) foi bom e inovador ter uma experiência como essa. Me sinto no lugar certo, na hora certa. Com muitas risadas, buscando superar minhas limitações e fechando os conceitos com ótimas notas, agradeço à Deus pela oportunidade de vivenciar esse momento de primeiro período mais uma vez. 
E dessa vez vou até o fim!

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