Então, passaram 17 anos da minha vida nos quais eu priorizei estar na frente das câmeras sendo uma modelo linda -diga-se de passagem- para assumir um papel de muito mais peso, daquele que fica atrás da lente controlando 'tudo'. E a partir deste momento tive que começar a pensar alto, sonhar com equipamentos, me imaginar fazendo cursos. Mas como? Treinando aqui, fuçando ali, aproveitando cada oportunidade para um clique. Acabei tornando praticamente todos os meus amigos em modelos.
A dificuldade de gostar de fotografia é a responsabilidade que se tem de clicar sempre fotos boas. Sim, pois todos esperam de você um olhar mas criativo das coisas mesmo que você não o tenha. Eu mesma sempre pensei assim, sempre gostei dos fotógrafos que me faziam enxergar algo que ainda não tinha reparado. E nesse ponto que a fotografia de casamento entra na minha vida.
Bem, como toda e qualquer menina criada estilo "princesinha" sempre sonhei com um casamento grande, bonito e cheio de emoção. Com o passar do tempo percebi que grande parte da eternização desse momento era feito pelo fotógrafo e pelo modo como ele conseguia captar as coisas. Fiquei viciada em fotografia de casamento instantaneamente. Passei a visitar diariamente sites como "Vestida de Noiva", "Casando Sem Grana", "Casamenteiras" em busca de fotos e vídeos que me fizessem literalmente chorar. E para a minha alegria (nossa no caso, pois a Tauany sempre estava comigo) sempre tinham fotos mais bonitas do que eu poderia imaginar. Todo dia era uma surpresa.E com a minha câmera Samgung ES65 - vulgo chicletinho- comecei a buscar um novo olhar sobre as coisas, para futuramente arriscar em alguns casamentos.
Papo vai papo, vem entrei para universidade mais bonita do mundo e voltei timidamente a dar uns cliques. No dia da minha inscrição na Rural me atrevi a fotografar aquela arquitetura majestosa, a paisagem, todo aquele verde. Admito que fiquei feliz como o resultado, minha família gostou e depois de um tempo quando mostrei para os meus amigos eles também gostaram. Isso me deu confiança para continuar. Foram meses assim, registrando uma coisa aqui e outra ali, os eventos da minha igreja, até que me convidaram para fotografar um aniversário de 1 aninho, com uma câmera de uma amiga fiz o melhor que pude na época e todos gostaram do resultado. (Texto sobre essa festa aqui). Depois, fotografei o casamento de uns amigos e pude sentir a responsa que é ficar pra lá de quatro horas em pé registrando todos os momentos. E assim, segui minha vida como pseudo fotógrafa.
O mais interessante de tudo isso é que mesmo com a minha notória falta de equipamento, pois na época eu fotografava com minha chicletinha, as pessoas apreciavam meu trabalho. Comecei a hospedar minhas fotos na internet, abrir álbuns em redes sociais, tudo para possibilitar aos outros um melhor acesso ao meu hobbie. E cada dia que passava ficava mais complicado não ter equipamento, mesmo sendo boa cãmera a chicletinha passou a não atender minhas demandas, meus objetivos, enfim, estava na hora de mudar.
Procurei em todos os sites possíveis uma câmera semi-profissional muito boa e que fosse acessível pra mim, encontrei a Nikon D3100. Graças a Deus pois eu prefiro a nikon. E nesse momento se iniciou a saga "comprar uma câmera"; o que era praticamente impossível visto que meu pai nunca me apoiou na fotografia.
Amigos muito queridos se mobilizaram para me ajudar de acordo com suas possibilidade a comprar minha câmera. E isso foi e é muito importante para mim, ainda me emociono ao lembrar disso. Uns com palavras de incentivo, com elogios, com dicas, disponibilizando um tempo para me ensinar coisas; outros, pensaram em projetos comigo para que eu vendesse coisas para reverter o dinheiro para a câmera e mesmo que esses não tenham dado certo sou infinitamente grata só pela consideração que eles tiveram. Outros ainda vestiram a camisa das eco-bags e partiram para a compra dos tecidos e confecção das bolsas e me deram apenas o 'trabalho' de vendê-las. E outros que as compraram para me ajudar. Como não chorar com uma coisa dessas? Como ver seus amigos tirando coisas do próprio bolso para investir em você, vê-los se esforçando para te ver feliz. Isso não tem preço. Devo a fotografia a todos que me ajudaram sem precedentes, a todos que investiram de todas as maneiras em mim. Tenho uma dívida de amor eterna com todos eles.
Nesse meio tempo consegui uma bolsa integral na Associação Brasileira de Arte Fotográfica - ABAF- e de Agosto à Setembro/2012 fiz o Curso Fundamental de fotografia com o Professor Paulo. Também não tenho palavras para expressar o tamanho do carinho que guardo aos professores, diretores e secretárias da ABAF por todo carinho que tiveram ao longo deste um mês comigo. Fico feliz só de saber se cresci como fotógrafa foi por causa deles, por causa da confiança que depositaram em mim e no meu trabalho. Nessa época já estava com meu blog de fotografia no ar Tainara Bezerra Fotografias e o enviei para avaliação do meu portfólio. Comecei o curso de Fotografia Analógica no antigo Núcleo de Artes Tasso Fragoso ao mesmo tempo que na ABAF e aprendi a revelar fotos - assim como sonhei quando vi Titanic pela primeira vez. E digo com toda certeza do mundo que é uma das sensações mai maravilhosas que um fotógrafo pode ter, pois nesse momento temos o controle de toda nossa obra. Tanto de saber operar manualmente a câmera como também de estar com a foto desde seu processo de criação, até seu resultado final. Dá um frio na barriga, uma palpitação no coração e uma certeza linda de que aquilo que você precisa fazer - no caso, aquilo que eu precisava fazer.
Conheci o Fotógrafo de Casamentos Bernardo Zirkheuer e ele é uma das pessoas aos quais eu sou mais grata, porque sem reservas ele me ensinou tudo o que eu precisava saber e fazer, sempre me deu dicas para melhorar meu trabalho, foi um amigo muito atencioso e alguém mais apaixonado pela nossa arte que eu. E como se não pudesse melhorar, ele fez uns dos melhores cliques da Rural - ele também é apaixonado por essa linda universidade- e é o melhor fotógrafo de casamento que eu já vi. Daí com muita conversa nós dois armamos um Workshop maravilhoso na Rural de Introdução a Fotografia, foi ótimo, lindo.
Comecei a fazer mais ensaios, outro casamento, minha família passou a me dar mais apoio do que já me dava. Comprei mais revistas de fotografia, entrei em sites, passei a estudar com afinco sobre a fotografia. Cada fotografia boa que eu tirava era uma alegria. A ansiedade por ter meu próprio equipamento era tanta que muitas vezes eu demorei a dormir orando a Deus para que no tempo oportuno Ele mostrasse a meu pai a verdade.
Até que no dia 10/12/2012, meu pai percebeu que para mim a fotografia já estava em outra instância, não era mais uma diversão, um hobbie era algo pelo qual eu passei a respirar. Pois passei a ver tudo como foto, enquadrado, pensando o que eu poderia fazer se estivesse com a câmera na mão. Passei a desejar ser fotógrafa. Passei a sentir a fotografia mesmo que de modo muito cru ainda. E comprou a minha câmera.A mesma demorou bastante a chegar por conflitos nos Correios, mas no dia 28/12/2012 peguei aquela caixa linda da Nikon nas mãos e mentalmente ao som de You Are The Champios - Queen eu trouxe minha tão sonhada câmera para casa.
Preciso dizer que sem meus amigos e família esse sonho não teria sido realizado. Para uns, ter um equipamento é só uma questão financeira mas para mim ia muito além disso. Era uma questão de aceitação, tanto minha quanto de outras pessoas. Eu não me enxergava fotógrafa, não me achava digna de levar esse título, achava que iam rir de mim por fazer fotos inferiores e recebi tudo ao contrário. Todos me apoiaram, me deram força, me ensinaram. Todos viram em mim um talento maior do que eu podia imaginar ter. Antes, foi preciso amadurecer essas questões para depois ter o completo apoio da minha família para 'seguir carreira'. Sei que ainda tenho muito a amadurecer como pessoa e como profissional. Mas acredito que meu equipamento tenha chegado na hora certa e agora, depois de madura nesses aspectos sou capaz de trabalhar integramente sem que ninguém me diminua, sem que eu me diminua e sem que eu pense menos de mim.
Obrigada aos meus pais e a minha irmã Tauany por terem sido os primeiros a observar algum talento em mim e mesmo com as dificuldades e o tempo de cada um me apoiaram. Obrigada aos meus amigos da ABU por todas as palavras de carinho. Às meninas do Núcleo de Artes Tasso Fragoso, às da célula, aos amigos da UFRRJ, aos meus amigos em geral, Myllena, Talita, Simone Capote, Bernardo Zirkheuer, Tia Norma e Tio Mazinho. Aos meus modelos - em especial Mayara, Maryana, Andreia. Sou grata também aos meus parentes e a todos que elogiaram meu trabalho, à ABAF, aos meus tios de consideração. A Deus, enfim, a todos que contribuíram para meu crescimento.
A dificuldade de gostar de fotografia é a responsabilidade que se tem de clicar sempre fotos boas. Sim, pois todos esperam de você um olhar mas criativo das coisas mesmo que você não o tenha. Eu mesma sempre pensei assim, sempre gostei dos fotógrafos que me faziam enxergar algo que ainda não tinha reparado. E nesse ponto que a fotografia de casamento entra na minha vida.
Bem, como toda e qualquer menina criada estilo "princesinha" sempre sonhei com um casamento grande, bonito e cheio de emoção. Com o passar do tempo percebi que grande parte da eternização desse momento era feito pelo fotógrafo e pelo modo como ele conseguia captar as coisas. Fiquei viciada em fotografia de casamento instantaneamente. Passei a visitar diariamente sites como "Vestida de Noiva", "Casando Sem Grana", "Casamenteiras" em busca de fotos e vídeos que me fizessem literalmente chorar. E para a minha alegria (nossa no caso, pois a Tauany sempre estava comigo) sempre tinham fotos mais bonitas do que eu poderia imaginar. Todo dia era uma surpresa.E com a minha câmera Samgung ES65 - vulgo chicletinho- comecei a buscar um novo olhar sobre as coisas, para futuramente arriscar em alguns casamentos.
Papo vai papo, vem entrei para universidade mais bonita do mundo e voltei timidamente a dar uns cliques. No dia da minha inscrição na Rural me atrevi a fotografar aquela arquitetura majestosa, a paisagem, todo aquele verde. Admito que fiquei feliz como o resultado, minha família gostou e depois de um tempo quando mostrei para os meus amigos eles também gostaram. Isso me deu confiança para continuar. Foram meses assim, registrando uma coisa aqui e outra ali, os eventos da minha igreja, até que me convidaram para fotografar um aniversário de 1 aninho, com uma câmera de uma amiga fiz o melhor que pude na época e todos gostaram do resultado. (Texto sobre essa festa aqui). Depois, fotografei o casamento de uns amigos e pude sentir a responsa que é ficar pra lá de quatro horas em pé registrando todos os momentos. E assim, segui minha vida como pseudo fotógrafa.
O mais interessante de tudo isso é que mesmo com a minha notória falta de equipamento, pois na época eu fotografava com minha chicletinha, as pessoas apreciavam meu trabalho. Comecei a hospedar minhas fotos na internet, abrir álbuns em redes sociais, tudo para possibilitar aos outros um melhor acesso ao meu hobbie. E cada dia que passava ficava mais complicado não ter equipamento, mesmo sendo boa cãmera a chicletinha passou a não atender minhas demandas, meus objetivos, enfim, estava na hora de mudar.
Procurei em todos os sites possíveis uma câmera semi-profissional muito boa e que fosse acessível pra mim, encontrei a Nikon D3100. Graças a Deus pois eu prefiro a nikon. E nesse momento se iniciou a saga "comprar uma câmera"; o que era praticamente impossível visto que meu pai nunca me apoiou na fotografia.
Amigos muito queridos se mobilizaram para me ajudar de acordo com suas possibilidade a comprar minha câmera. E isso foi e é muito importante para mim, ainda me emociono ao lembrar disso. Uns com palavras de incentivo, com elogios, com dicas, disponibilizando um tempo para me ensinar coisas; outros, pensaram em projetos comigo para que eu vendesse coisas para reverter o dinheiro para a câmera e mesmo que esses não tenham dado certo sou infinitamente grata só pela consideração que eles tiveram. Outros ainda vestiram a camisa das eco-bags e partiram para a compra dos tecidos e confecção das bolsas e me deram apenas o 'trabalho' de vendê-las. E outros que as compraram para me ajudar. Como não chorar com uma coisa dessas? Como ver seus amigos tirando coisas do próprio bolso para investir em você, vê-los se esforçando para te ver feliz. Isso não tem preço. Devo a fotografia a todos que me ajudaram sem precedentes, a todos que investiram de todas as maneiras em mim. Tenho uma dívida de amor eterna com todos eles.
Nesse meio tempo consegui uma bolsa integral na Associação Brasileira de Arte Fotográfica - ABAF- e de Agosto à Setembro/2012 fiz o Curso Fundamental de fotografia com o Professor Paulo. Também não tenho palavras para expressar o tamanho do carinho que guardo aos professores, diretores e secretárias da ABAF por todo carinho que tiveram ao longo deste um mês comigo. Fico feliz só de saber se cresci como fotógrafa foi por causa deles, por causa da confiança que depositaram em mim e no meu trabalho. Nessa época já estava com meu blog de fotografia no ar Tainara Bezerra Fotografias e o enviei para avaliação do meu portfólio. Comecei o curso de Fotografia Analógica no antigo Núcleo de Artes Tasso Fragoso ao mesmo tempo que na ABAF e aprendi a revelar fotos - assim como sonhei quando vi Titanic pela primeira vez. E digo com toda certeza do mundo que é uma das sensações mai maravilhosas que um fotógrafo pode ter, pois nesse momento temos o controle de toda nossa obra. Tanto de saber operar manualmente a câmera como também de estar com a foto desde seu processo de criação, até seu resultado final. Dá um frio na barriga, uma palpitação no coração e uma certeza linda de que aquilo que você precisa fazer - no caso, aquilo que eu precisava fazer.
Conheci o Fotógrafo de Casamentos Bernardo Zirkheuer e ele é uma das pessoas aos quais eu sou mais grata, porque sem reservas ele me ensinou tudo o que eu precisava saber e fazer, sempre me deu dicas para melhorar meu trabalho, foi um amigo muito atencioso e alguém mais apaixonado pela nossa arte que eu. E como se não pudesse melhorar, ele fez uns dos melhores cliques da Rural - ele também é apaixonado por essa linda universidade- e é o melhor fotógrafo de casamento que eu já vi. Daí com muita conversa nós dois armamos um Workshop maravilhoso na Rural de Introdução a Fotografia, foi ótimo, lindo.
Comecei a fazer mais ensaios, outro casamento, minha família passou a me dar mais apoio do que já me dava. Comprei mais revistas de fotografia, entrei em sites, passei a estudar com afinco sobre a fotografia. Cada fotografia boa que eu tirava era uma alegria. A ansiedade por ter meu próprio equipamento era tanta que muitas vezes eu demorei a dormir orando a Deus para que no tempo oportuno Ele mostrasse a meu pai a verdade.
Até que no dia 10/12/2012, meu pai percebeu que para mim a fotografia já estava em outra instância, não era mais uma diversão, um hobbie era algo pelo qual eu passei a respirar. Pois passei a ver tudo como foto, enquadrado, pensando o que eu poderia fazer se estivesse com a câmera na mão. Passei a desejar ser fotógrafa. Passei a sentir a fotografia mesmo que de modo muito cru ainda. E comprou a minha câmera.A mesma demorou bastante a chegar por conflitos nos Correios, mas no dia 28/12/2012 peguei aquela caixa linda da Nikon nas mãos e mentalmente ao som de You Are The Champios - Queen eu trouxe minha tão sonhada câmera para casa.
Preciso dizer que sem meus amigos e família esse sonho não teria sido realizado. Para uns, ter um equipamento é só uma questão financeira mas para mim ia muito além disso. Era uma questão de aceitação, tanto minha quanto de outras pessoas. Eu não me enxergava fotógrafa, não me achava digna de levar esse título, achava que iam rir de mim por fazer fotos inferiores e recebi tudo ao contrário. Todos me apoiaram, me deram força, me ensinaram. Todos viram em mim um talento maior do que eu podia imaginar ter. Antes, foi preciso amadurecer essas questões para depois ter o completo apoio da minha família para 'seguir carreira'. Sei que ainda tenho muito a amadurecer como pessoa e como profissional. Mas acredito que meu equipamento tenha chegado na hora certa e agora, depois de madura nesses aspectos sou capaz de trabalhar integramente sem que ninguém me diminua, sem que eu me diminua e sem que eu pense menos de mim.
Obrigada aos meus pais e a minha irmã Tauany por terem sido os primeiros a observar algum talento em mim e mesmo com as dificuldades e o tempo de cada um me apoiaram. Obrigada aos meus amigos da ABU por todas as palavras de carinho. Às meninas do Núcleo de Artes Tasso Fragoso, às da célula, aos amigos da UFRRJ, aos meus amigos em geral, Myllena, Talita, Simone Capote, Bernardo Zirkheuer, Tia Norma e Tio Mazinho. Aos meus modelos - em especial Mayara, Maryana, Andreia. Sou grata também aos meus parentes e a todos que elogiaram meu trabalho, à ABAF, aos meus tios de consideração. A Deus, enfim, a todos que contribuíram para meu crescimento.



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